Proud But Humble Movement

 

Do pó e betão, que se mistura e remistura, surge o acto original de criação.
Ouço o pneumático, as batidas no ferro, a cidade que acorda.
Cidade que me acolhe e me arrasta.Como parte fundamental de um grande motor em ebulição.
Desligo os cavalos, pego na caneta.
E os pequenos seres que povoam a minha utópica criação, ganham cabeça, tronco e membros,
tornam-se habitantes em alta definição.
Risco, rabisco, crio, arrisco.
Afasto o cinzento, recuso a cópia, a repetição.
Ser paisagem é o medo.Por isso aposto na superação. Inspiro e expiro, alimento-me da criação.
Não é escolha é inato. Crio porque não me adapto.
Para os que partem o molde.Orgulhosos mas humildes. Somos filhos da superação.
Porque abominamos os limites.
E seremos sempre pró-Criação.

Dust and concrete, mix and remix, as the original act of creation arises.
Hear the hammer, the beaten iron, the city that wakes up.
City that welcomes me, city that drags me.
As a fundamental part of this large engine on the boil.
I turn off the 90 horses, grab the pen.
And the little beings that populate my utopian creation, gain head, torso and limbs,
become inhabitants in high definition. Sketch, doodle, creation, risk.
I put the grey away, refusing the copy, the repetition.
Becoming landscape is my biggest fear.
So I choose to overcome. Breathe in, breath out. Feed my self of creation.
It’s not a choice, it comes naturally. I create because I don’t fit.
For those who break the mold.
Proud but humble. We put all the chips in the act of overcoming.
Because we loathe the limits. And we’ll always be pro-Creation.

 

 

Artworks & Art Director: DFAULT
A film by Diogo Rodrigues
Music by Carlos Salgueiro (DeadEnd)
Photography by Diogo Dias

 


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